1 – No Jardim Santana houve uma grande polêmica, porque uma área bonita, de grandes árvores, com cerca de2.000 m²estava sendo devastada.

            Isso causou enorme mobilização dos moradores do bairro que não concordavam com o desmatamento do local.

            Ocorre que o(s) proprietário(s) da área, que eram lotes, conseguiram licença de desmatamento na CETESB.

            Nesse caso formou-se um impasse: direito de propriedade x meio ambiente.

            Pela nossa legislação (C. Federal) o direito de propriedade existe, mas não pode ser absoluto, tem restrições, em prol do Meio Ambiente.

            Se você tem uma fazenda, por exemplo, pode explorá-la comercialmente, mas existem alguns locais que devem ser preservados (áreas próximas a água, grandes declividades e 20% de mata que deve ser conservada).

            Mas se a propriedade não é absoluta tampouco ela pode ser eliminada ou inutilizada, sob pena de ter que indenizar ao proprietário.

            Nesse caso cabe a desapropriação da área com a conseqüente indenização ao proprietário.

            No Jardim Santana, há a área verde do bairro e essa é protegida por lei municipal n° 3294 (de minha autoria). Essa é intocável, sob pena de sanções penais, civis e administrativas.

            Eventuais lotes com matas de interesse ecológico, devem ser preservadas e assumidas pelo poder público, garantindo-se os eventuais direitos dos proprietários.

            2 – Estamos entrando com projeto na Câmara Municipal garantindo a preservação de vegetação na Mata dos Padres, Aeroporto, Tanque do Moinho, Montanha do Leitesol, Jardim Santana, Jardim Público etc.

            3 – Razoes das enchentes em Bragança:

            a) ocupação histórica (anterior) das margens dos ribeirões urbanos;

            b) falta de limpeza periódica dos bueiros;

            c) lixo e entulho atirado nas águas pela população;

            d) novos loteamentos e empreendimentos sem qualquer planejamento a montante (acima) dos ribeirões;

            e) abertura da represa da Sabesp e inundação do rio Jaguari, fazendo com que o ribeirão Lavapés não consiga nele desaguar (refluxo) – neste ano não ocorreu.

             Marcus Valle

 



         No que se refere a Meio Ambiente,em Bragança Paulista, houve uma melhora desde que criaram a Secretaria Municipal.

         Embora ela tenha limitações em termos de pessoas e equipamentos, sua atuação tem minimizado os nossos problemas.

         Podemos relacionar várias ações que foram positivas em nossa cidade:

         1 – O episódio das capivaras, onde conseguimos impedir que elas fossem abatidas (mortas). Graças à ação judicial que foi movida pela municipalidade, 70 delas foram levadas a um parque ecológico.

         2 – A campanha para que os supermercados e o comércio em geral aderissem à alternativa para o uso das sacolas plásticas.

         3 – A criação da Guarda Municipal Ambiental, com constante fiscalização e atuação nas áreas de fauna (caça ilegal), flora, fogo e ruídos.

         4 – Aplicação da nossa lei sobre poluição sonora (em estabelecimentos comerciais ou recreativos).

         5 – Uma maior fiscalização no que se refere a ocupação indevida do solo em áreas de preservação permanente.

         No entanto, ainda há problemas seríssimos no município nesse setor, dentre os quais destacamos:

         1 – O lago do Taboão está acabando, sendo aterrado aos poucos. O seu desassoreamento deve ser feito urgentemente.

         2 – Outros lagos urbanos tem o mesmo problema (o Tanque do Moinho está sendo assoreado também).

         3 – Não foi construída uma só ciclovia no município.

         4 – A questão do antigo prédio do Colégio São Luiz ainda não foi resolvida. O prédio pode ruir a qualquer momento.

         5 – Os chamados parques ecológicos (no Caetê e na Variante do Taboão) não foram implantados de fato.

         6 – Há falhas na fiscalização de carros de som, mormente nas margens do Lago do Taboão aos finais de semana.

         7 – As praças públicas, Ciles e outros logradouros não têm fiscalização. Os atos de vandalismo são constantes nesses locais (até mesmo no Cemitério).

         8 – Falta manutenção e conservação dos locais públicos. As praças centrais e do Matadouro são exemplos.

         9 – O uso de agrotóxicos no município não está sendo fiscalizado. Há notícias de mortes de animais com o produto Furadan e que a própria Prefeitura utiliza Roundup para tirar mato das ruas.

 

Marcus Valle



         Foi no Iraque, logo após o término dos combates mais intensos promovidos pelas tropas dos Estados Unidos e aliados, que um soldado americano lançou a campanha “Dê um amigo de presente neste Natal”. Isto porque centenas de cães, grandes ou pequenos, filhotes ou adultos, sadios ou feridos e doentes, vagavam pelas ruas das cidades bombardeadas a procura de alimento, abrigo e afeto.

            Tinham se perdido dos donos durante os combates, tinham sido deixados para trás na fuga destes ou, talvez, os donos haviam morrido.

            Nossa Bragança Paulista nunca foi bombardeada e, mesmo assim, temos muitos cães abandonados, querendo, precisando de alguém para amar e dar afeto.

            Centenas deles estão no canil da Faros d’Ajuda aguardando a oportunidade de demonstrar seu valor e carinho.

            Neste Natal, em vez de comprar um cão de raça, ou um celular novo, ou qualquer outra coisa, vá até o canil, olhe, observe, veja quantos corações estão aprisionados ali esperando pelo seu gesto de amor e solidariedade.

            Escolha o seu cão-amigo, leve-o para casa, brinque com ele, demonstre que você é confiável e sinta como o amor dele por você vai crescer, crescer e lhe envolver, estando presente em todos os momentos e situações.

Você foi solidário, deu sentido a uma vida de cão e ganhou o melhor presente do mundo: UM AMIGO. 

Telefones da Faros D’Ajuda: (11) 4031-5688 ou 9856-1413

 Contribuição de Vivian Feres José – Associação Bragança Mais



Segue em anexo cópia dos Pedidos de Informações que fizemos junto à Prefeitura Municipal, com cópia para Secretaria Estadual do Meio Ambiente e IBAMA, sobre a utilização desses produtos (venenos) que vem sendo aplicados tanto na zona rural quanto na urbana. 



1 – Índios estão sendo mortos e perseguidos no Mato Grosso do Sul. Cacique foi assassinado recentemente, CNBB denuncia.

2 – Agricultores de Bragança encontraram vários pássaros mortos na zona rural. Pelo que deduziram, tais mortes estão sendo causadas pelo uso indevido do agrotóxico “Furadan 350 SC”, usado em plantações de milho.

3 – O Tanque do Moinho está sofrendo o mesmo problema do Lago do Taboão, que é o assoreamento (por grande quantidade de terra que cai no local).

        No início do lago, próximo ao bairro do Toró, mais de 50 metros estão aterrados e 150 metros têm menos de 30 cm de água.

4 – E o Lago do Taboão? Cada vez pior. Assoreado, com lixo, atos de vandalismo nas margens, barulho excessivo, etc.

       Ninguém vai cuidar?

5 – Na estrada da Serrinha, paralela a que leva a Marina Confiança, há caçamba de lixo, sempre cheia, com resíduos comprometendo nascente próxima.

       Pessoal do bairro reclama também de um camping, recém inaugurado.

6 – Barulho continua incomodando na cidade. Carros com som ligado no máximo volume (nas margens do Lago do Taboão isso sempre acontece), ensaios de bandas e escola de samba, estabelecimentos comerciais, etc. são as reclamações mais constantes.

7 – O que a empresa Chevron fez no Brasil, procedendo a prospecção de petróleo de forma proibida, causando vazamento no mar, é um crime gravíssimo.

       Não podemos ficar calados ante fato tão grave.

8 – Represa está com 72,62% da capacidade em 01 de Dezembro. Está soltando 3,00 m³/s de água no rio Jaguari.

       Possibilidades de enchentes existem, embora menores que nos anos anteriores.

9 – Praça do Matadouro está em obras.

      Esperamos que não estraguem o local, com impermeabilizações desnecessárias, e retirada de áreas verdes.

10 – As praças, parques, CILES e parques infantis de nosso município estão muito mal cuidados – em geral.

Marcus Valle 



 

O Coletivo Socioambiental de Bragança Pta será parceiro na realização de mais uma Feira de Troca Sustentável, juntamente com o pessoal do Condomínio Colinas da Mantiqueira.
 
Dia: 27 de Novembro de 2011 (Domingo)
Horário: das 11h00 às 15h00
Local: Condomínio Colinas da Mantiqueira - Bairro Residencial das Ilhas – Estrada Mauro de Próspero, 500
 
A feira de trocas tem como objetivo estimular a reflexão sobre o consumo, sobre as questões relativas ao que é necessário e ao que é conforto, à afetividade que temos com os objetos, à responsabilidade por aquilo que consumimos e como essas relações conscientes podem contribuir para o aprimoramento das relações entre as pessoas.
Veja as regras para participar da Feira de Troca:
  • O que pode levar? Pode ser uma mercadoria ou serviço, tais com algo que você produz, uma receita “secreta” da vovó, livros, CD, DVD, roupas, sementes não Trangênicas, uma poesia, etc.. em fim seja criativo. Os saberes são bem vindos.  
  • Não serão aceitos para a troca bebidas alcoólicas, cigarros e produtos ilícitos.
  • As relações serão feitas a base de troca, ou troca de direta ou rede de trocas. O importante é que não será utilizado dinheiro, nada poderá ser comprado e sim, trocado. O valor de troca será medido entre o necessário e o afetivo, e não numa medida monetária. Ou seja, duas pessoas podem trocar objetos que aparentemente têm valo res econômicos muito diferentes.
  • Outro aspecto importante da feira é que cada um é responsável pelo que leva para trocar (simbolizando que cada um é responsável pelo que compra). Deve levar um número de objetos que consiga ficar num determinado local ou circular com eles, e cuidar deles até o final da feira. Se não conseguir trocar, leva de volta. (Traga alguma coisa para demarcar o seu espaço como toalha, canga, etc…)
Na ocasião, também teremos:
- Exposição de quadros, doação de cães, dinâmicas com grupo de escoteiros e outras atividades para todas as idades.
 
- Feira de artesanato e produtores rurais da Região.
 
- Comercialização de Panquecas Salgadas – Aproveite para almoçar por lá.



            Excepcionalmente nesta semana não só trataremos de assuntos ligados ao Meio Ambiente.

            Vamos abordar também, um problema muito preocupante, que é o aumento desenfreado no consumo de drogas em nossa região.

1 – Indicação do vereador Marcus Valle encaminhada para a Prefeitura Municipal:

CONSIDERANDO que o problema de consumo de drogas lícitas e ilícitas tem-se agravado em todo o país, refletindo-se nas áreas de saúde, de segurança pública, de educação, de economia, etc.; 

CONSIDERANDO que em Bragança Paulista o problema é igualmente preocupante, pois também atinge todas as classes sociais, com maior agravamento em relação ao consumo do CRACK

CONSIDERANDO que múltiplas são as razões que contribuíram para o aumento no consumo de drogas, dentre as quais citamos: desagregação familiar, desemprego, inatividade, mensagens implícitas nos meios de comunicação, materialismo, protesto, etc.;

CONSIDERANDO que na maioria dos municípios brasileiros, e também em Bragança Paulista, o problema é encarado e combatido com enfoque principal como sendo uma questão de polícia ou de segurança pública, quando deveria ser analisa sob o ponto de vista de saúde pública;

CONSIDERANDO que além da REPRESSÃO ao tráfico de drogas, que é legal e obrigatório, deve-se priorizar as questões da PREVENÇÃO e RECUPERAÇÃO, o que infelizmente tem sido relegado a segundo plano;

CONSIDERANDO que a política meramente repressiva não consegue reduzir o consumo e o número de dependentes, tendo em vista que o mercado continua existindo cada vez mais forte, e a prisão de traficantes e disseminadores é facilmente “compensada” com a substituição desses elementos; 

Diante dessas disposições, e da necessidade, através da Administração Municipal e dos setores competentes (Saúde, Educação e Segurança), da elaboração de um plano eficaz e célere, visando à prevenção e a recuperação de dependentes de drogas.

Tal plano, que deve seguir as normas da Lei de Drogas e seguir as orientações dos setores competentes federais e estaduais, deve ser elaborado e levado a prática com urgência, visto o evidente agravamento da questão.

2 - Praça do Matadouro

         A Praça do Matadouro está sendo reformada.

         Muita gente se preocupa com tal reforma, visto que o projeto não foi divulgado e levado ao conhecimento das pessoas.

         Há quem tema que o local perca áreas verdes, árvores e vegetação, que seria substituído por pavimento, o que seria um erro em termos ambientais e de estética. 

3 – Represa 

         Mesmo com as últimas chuvas, a represa do Jaguari está com 72,13% de sua capacidade.

         Está soltando 1 m³ por segundo (1000 litros) no rio Jaguari.

Marcus Valle

  





        Bragança tem 80 mil veículos circulando, o Brasil tem 70 milhões.

         No nosso país, morrem em acidentes de trânsito mais de 41 mil pessoas por ano.

         Mais da metade são motociclistas.

         Embora tenhamos um altíssimo índice de veículos por habitante (no Brasil 1 a cada 2,9, em Bragança 1 a cada 1,9) o trânsito ao invés de ser mais confortável aos motoristas, é cada vez mais moroso e perigoso.

         Em Bragança o número de veículos aumenta ano a ano, mas não há criação de novas vias e alternativas.

         Resultado: mais engarrafamentos e acidentes.

         Durante os horários de pico, é quase impossível trafegar em ruas da cidade. É mais rápido andar a pé que de carro ou ônibus.

         O nosso serviço de transporte coletivo é caro (R$ 2,80) e precário (há constantes atrasos).

         Uma alternativa seria a construção de ciclovias, visto que as bicicletas seriam uma alternativa saudável e barata para transporte popular.

         Já pedimos tais ciclovias ao prefeito e aos deputados estaduais Edmir Chedid e Beto Tricolli (esses foram mais receptivos a idéia).

         Aguardamos que o Poder Público acorde e adote ciclovias, abra novas vias, estacionamentos e tenha um trânsito mais suportável e menos inseguro.

         Atualmente, muitos morrem e o trânsito é lento. 

Marcus Valle



Uma previsão catastrófica do planeta Terra para os próximos 40 anos foi divulgada nesta segunda-feira (17) por especialistas da área de clima e saúde reunidos em uma conferência em Londres, no Reino Unido.

Segundo os pesquisadores, recursos naturais da Terra como comida, água e florestas, estão se esgotando em uma velocidade alarmante, causando fome, conflitos sociais, além da extinção de espécies.

Nos próximos anos, o aumento da fome devido à escassez de alimentos causará desnutrição, assim como a falta de água vai deteriorar a higiene pessoal. Foi citado ainda que a poluição deve enfraquecer o sistema imunológico dos humanos e a grande migração de pessoas fugindo de conflitos deverá propagar doenças infecciosas.

Tony McMichael, especialista em saúde da população da Universidade Nacional Australiana, afirmou que em 2050, somente a região denominada África Subsaariana seria responsável por aumentar em 70 milhões o número de mortes.

Outro ponto citado se refere ao aumento dos casos de malária entre 2025 e 2050 devido às alterações climáticas, que tornaria propícia a reprodução do mosquito transmissor da doença. “A mudança climática vai enfraquecer progressivamente o mecanismo de suporte de vida da Terra”, disse McMichael.

Aumento populacional – De acordo com os especialistas, o aumento da população (estimada em 10 bilhões em 2050) vai pressionar ainda mais os recursos globais. Outra questão citada são os efeitos nos países ricos, principalmente nos da Europa.

“O excesso de consumo das nações ricas produziu uma dívida ecológica financeira. O maior risco para a saúde humana é devido ao aumento no uso de combustíveis fósseis, que poderão elevar o risco de doenças do coração, além de câncer”, afirmou Ian Roberts, professor da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.

Além disso, o Velho Continente estaria sob risco de ondas de calor, enchentes e mais doenças infecciosas para a região norte, disse Sari Kovats, uma das autoras do capítulo sobre a Europa no quinto relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), que será lançado entre 2013-2014.

Espécies em risco – De acordo com o Paul Pearce-Kelly, curador-sênior da Sociedade Zoológica de Londres, cerca de 37% das 6 mil espécies de anfíbios do mundo podem desaparecer até 2100. Os especialistas afirmam que na história do planeta ocorreram cinco extinções em massa, entretanto, atualmente a taxa de extinção é 10 mil vezes mais rápida do que em qualquer outro período registrado.

“Estamos perdendo três espécies por hora e isso antes dos principais efeitos da mudança do clima”, disse Hugh Montgomery, diretor do Instituto para Saúde Humana e Performance da University College London. (Fonte: G1)

Fonte: http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2011/10/18/75742-recursos-naturais-podem-ter-colapso-em-40-anos-dizem-especialistas.html