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O que é Bullying?

      O termo BULLYING compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais indivíduos (estudantes, companheiros de trabalho, vizinhos), contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os atos repetidos entre iguais (por exemplo: estudantes) e o desequilíbrio de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima.
      O bullying nada mais é que resultado de preconceito e discriminação.

      E se esse comportamento aparece tão forte num grupo que não inclui apenas crianças, fica evidente que tudo começa fora do ambiente escolar. “Preconceito e discriminação são um traço cultural do que a criança tem em casa e, quando vai para a escola, leva isso com ela”, diz José Afonso Mazzon, professor da FEA .
José Afonso Mazzon, coordenou uma pesquisa com estudantes do ensino fundamental e médio, pais, professores, diretores e profissionais de educação revelou que 99% deles tinha algum tipo de preconceito.
  
    A pesquisa, com 18.599 entrevistados de 501 escolas públicas do país, foi realizada a pedido do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)e mostrou que a discriminação é maior quando se trata de negros (19%).
  
    Por não existir uma palavra na língua portuguesa capaz de expressar todas as situações de BULLYING possíveis, o quadro, a seguir, relaciona algumas ações que podem estar presentes:

  • Colocar apelidos
  • Ofender
  • Zoar
  • Gozar
  • Encarnar
  • Sacanear
  • Humilhar Fazer sofrer
  • Discriminar
  • Excluir
  • Isolar
  • Ignorar
  • Intimidar
  • Perseguir
  • Assediar
  • Aterrorizar
  • Amedrontar
  • Tiranizar
  • Agredir
  • Bater
  • Chutar
  • Empurrar
  • Ferir
  • Roubar
  • Quebrar pertences
  • Dominar

      Um outro estudo preliminar realizado pelo Núcleo de Análise e Comportamento da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com 245 crianças, revelou alguns dados que chamam a atenção para o ambiente escolar: 33% dos avaliados não se sentem seguros onde estudam.

      Segundo Josafá Moreira da Cunha, psicólogo e pesquisador da UFPR, a intervenção de algumas escolas é falha. A probabilidade do bullying (termo em inglês que significa atos de violência, como xingamentos, humilhações) ser resolvido é maior quando a agressão é física. Outro problema, levantado pelo pesquisador, é quando acontece o bullying indireto, como a exclusão freqüente de uma brincadeira: muitas vezes os pais e os professores não ficam sabendo porque a criança não tem coragem de contar.

      Para que a esse tipo de violência diminua é necessária uma atuação mais forte da escola, com regras específicas para casos de bullying. E os profissionais têm de buscar uma maneira de resolver os conflitos adeqüadamente. Mas a família também tem um papel importante: precisa estar presente nas escolas, cobrando e participando da rotina da criança. “A criança precisa se sentir segura para expressar suas necessidades, medos e ansiedades para a escola”, diz Josafá.

      Atitudes como suspender o agressor ou colocá-lo para fora da sala de aula só geram mais violência. No Brasil, não existe uma legislação específica para o bullying. “Para as escolas há uma dificuldade em estabelecer o limite do aceitável e desejável”, diz Sandro Caramaschi, professor especializado em comunicação não-verbal e relacionamento humano da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp). Enquanto uma criança “tira de letra” determinada situação, para outra é extremamente constrangedora. É aí que vale o bom senso e a observação de educadores e pais, para que haja uma intervenção rápida toda vez que algum caso de violência, física ou não, for detectado. "Esse é um caminho para que os números de bullying comecem a cair nas estatísticas", aponta Caramaschi.


Fontes: www.bullying.com.br
         ed.globo.com
         wikipedia

 


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