
No mundo atual e bem perto de nós, a busca pela beleza e pela garantia da juventude vem imperando cada vez mais. O grande apelo vem das agências de modelo, da televisão, do cinema, das grandes propagandas que exibem homens e mulheres perfeitos e aparentemente sem qualquer defeito. Está declarada a guerra contra o envelhecimento e a paz com a nossa imagem. Nos dias de hoje, a busca pela beleza através dos procedimentos estéticos, cosméticos, clinicas de beleza, os tratamentos inovadores e outros, movimentam bilhões de dólares em todo mundo. E esta batalha entre o homem e a busca incessante quando relacionada aos padrões impostos pela “época”, se torna algo preocupante, pois para mim a beleza é uma tênue linha que fica entre o sentir-se bem consigo e cair no exagero, chegando algumas vezes a ser ultrapassado o limite da saúde.

Yolanda Pereira, Miss Universo em 1930, padrão de beleza da época.
Vejo que esta imposição hoje ainda se recai mais sobre as mulheres que para os homens. Já dizia nosso grande poeta Vinicius de Moraes, esta frase, que pode ter várias interpretações e não necessariamente o que esta escrito: as feias que me desculpem, mas beleza é fundamental.
A busca pela beleza e pela juventude são universais e os padrões impostos por cada época, sempre contam muito na busca deste perfil. Os padrões corporais da humanidade vêm mudando com o passar do tempo. Na Grécia Antiga, por exemplo, admirava a beleza dos corpos e cultuava deuses imortais, sempre jovens e sedutores e mais gordos, bem diferente do padrão magro e “sarado”, procurados nos dias de hoje.

A historiadora Mary del Priore, da Universidade de São Paulo, indica que o primeiro documento sobre a beleza da mulher brasileira seria a carta de Pero Vaz de Caminha, que louva a beleza da mulher indígena, descrita como limpa e gorda.
Martha Vasconcelos, Miss Universo 1968, já diferente dos padrões da década de 30.
A gordura como padrão de beleza se associava na época com o consumo alimentar das elites que tinham acesso ao açúcar, artigo raro e muito caro naquela época. Mary del Priore explica que no decorrer dos séculos, o corpo feminino mais cheio continuou a ser admirado. As curvas seguiam insinuando o poder feminino de gerar filhos. A gordura já foi sinônimo de beleza e podemos evidenciar bem isto em pinturas Barrocas. Uma mulher nos padrões de hoje com as costelas à mostra seria certamente um sinônimo de feiúra. A magreza era vista da perspectiva da fome, do empobrecimento e da doença.
O padrão começa a mudar e as mulheres com quadril e seios fartos começam a fazer sucesso na segunda metade do século XIX e este padrão ainda estava ligado à capacidade de procriação (as ancas largas) e a amamentação (seios fartos). Algo interessante nesta época acontece, são inventados os espartilhos, um artefato que apertaria violentamente a cintura das mulheres, fazendo com que o quadril e os seios fossem projetados (evidenciado na foto abaixo).

Então, realmente a mulher se torna no imaginário masculino um verdadeiro violão.
Nesse mesmo século XIX, a mulher magra começa a virar moda. As mulheres se deixavam emagrecer e se maquiavam para simular olheiras mais profundas. Mas foi um modismo passageiro, e a imagem das mais cheinhas, como padrão de beleza vai chegar até o século XX.
Não podemos esquecer que a mulher nesta época, passa por mudanças nos seus padrões de beleza ocorridas pelas transformações importantes de valores, onde a mulher passa por uma mudança de papel, a de procriadora, para sua entrada no mercado de trabalho. O fortalecimento da indústria da beleza e a globalização também irão modificar a maneira como as pessoas buscam uma forma física atraente.

Natália Guimarães, vice-campeã do concurso internacional em 2007, exibindo padrões de beleza bem diferentes do passado.
Os tempos mudaram, a evolução veio rápida demais, as meninas moças já pintam antes da época, mudam seus cabelos, tentam mudar-se quando tudo ainda está perfeito e harmônico. Na Inglaterra vitoriana, por exemplo, uma boca pequena era o máximo da beleza. Hoje, no entanto, a aparência dos lábios deu lugar nas culturas ocidentais à preferência por bocas grandes e volumosas. Em muitas sociedades, com o passar do tempo, o foco das zonas erógenas secundárias passou por tornozelos, pescoços e joelhos, com penteados que foram mudando de acordo com a moda, e ainda acredito que várias outras mudanças vão ocorrer. A morfologia feminina desejada também mudou, em parte devido à prosperidade e ao avanço social das mulheres.

Nos anos 1950, Marilyn Monroe era o modelo de beleza feminina. Hoje, certamente ela passaria por uma mulher fora dos padrões. Assim, pode parecer que não existe um “padrão de beleza”, que não existe uma referência permanente, apenas uma variação morfológica e sem sentido.

A modelo Twiggy (na foto acima), com seu diferente estilo de ser, extremamente magra, revolucionou a década de 60 e se opôs ao estilo pinup dos anos 50. Sem dúvida essa magreza provocou uma onda de regimes. As pernas fininhas, olhos enormes – evidenciados por cílios postiços e delineador, cabelo curto e ar angelical marcaram um estilo que foi seguido por todas as mulheres daquele período, um padrão de beleza que perdura até hoje.
Qual é a mulher mais bela do mundo? Qual o homem mais bonito do mundo?
Essa tem sido uma fixação da sociedade desde o início do século 20, e vemos muito bem a tentativa de responder a estas perguntas através dos concursos de beleza. Este costume começou em 1926, quando foi organizado o primeiro Desfile Internacional de Beleza, em Galveston, nos Estados Unidos e perdura até os dias de hoje. Passeando pelas fotos das vencedoras desses concursos de beleza, é possível relembrar os padrões estéticos de cada época. Mudanças nos cabelos, corpos, maquiagem, medidas e curvas: as misses sempre foram o retrato de sua época.
Este assunto vai muito além e mexe com o psicológico de todos. Se por um lado precisamos nos valorizar, sobretudo por nossos pensamentos e atitudes, por outro somos mais bem aceitos pela sociedade quando nos aproximamos dos padrões impostos. Para muitos, o nosso corpo se transformou numa massinha de modelar. As pessoas se deixaram levar pela mídia e correm atrás de algo irreal (digo isso pela insatisfação ocorrida após a conquista, sempre querem mais). Faz-se de tudo para alcançar o que na maioria das vezes é inatingível.
Com todas estas mudancas que interfere no nosso ser mutavel percebemos duas coisas: de modo geral, o que se precebe é que as pessoas tem ficado cada vez mais preocupadas em estar dentro desse “padrão”. Isso sem dúvida tem um lado negativo, pois faz com que as pessoas façam verdadeiras loucuras para se enquadrar nesses padrões. Por outro lado, o positivo desta busca, nunca se preocupou tanto com a saúde. Cada vez mais as pessoas tem se alimentado melhor e buscado a prática de atividades físicas. Como tudo na vida tem um lado bom e outro ruim devemos ressaltar o bom e tentar acabar com o ruim.
Talvez, se Leonardo da Vinci pintasse o quadro Monaliza, ele seria assim hoje.
Mas o que é ser belo?
Essa pergunta já teve diversas tentativas de respostas ao longo da história. Mas algumas características aparecem em lugares e épocas diferentes. A admiração pela simetria dos traços do rosto, os ombros fortes para os homens e o corpo de violão para as mulheres são sinais de beleza considerados universais. Civilizações antigas fizeram imagens onde o barro moldou mulheres de quadris largos e seios fartos. Nas cavernas ou nas obras de arte, as mulheres eram admiradas por curvas que permitiam deixar à mostra barriguinha, temida hoje, sem maiores traumas.
A beleza fundamental está na essência. Vivemos em uma sociedade que estabelece seus padrões de beleza, por meios já discutidos, de forma injusta e não elegante, menosprezando todo aquele que não se encaixa neste perfil pré estabelecido. Se levarmos em conta que a beleza é algo subjetivo, fugimos um pouco deste padrão, para estabelecermos o nosso conceito de beleza.
Mas para mim não tem definição! O que é belo para uns, pode não ser para outros.
Para dizermos da beleza do ser, não basta somente o aspecto físico, e sim um conjunto de fatores que interagem entre si. Pois, a beleza esta no corpo sim, mas esta também na sua alma, no seu sexto sentido, na sua sensibilidade, na sua inteligência, no seu caráter, na sua dor e na sua capacidade infinita de amar.
obrigado pelas dicas e parabens pelas materias
o começo é sempre a chave que motiva a leitura. Entretanto, a conclusão final é que definitivamente marca a capacidade da compreensão e a grandeza das palavras
parabens mais uma vez
Wunderbar!
Os supérfulos e fúteis deviam ler seu artigo , vindo de um especialista em proporcionar beleza, que valoriza não só o exterior de uma pessoa mas sim um conjunto que vem de dentro para fora.Que sirva de lição.
Adorei.
Incrível, você consegue se superar sempre. Adorei a matéria, muito bem escrita! Super beijo!
Muito bom!!! Saudades! Beijos
Prezado Doutor, bom dia !
Como sempre, matérias interessantes com mensagem para reflexão.
Espero em julho estar ai para uma consulta de recauchutagem.
Abraços,
Jobim
Parabéns excelente matéria.
Boa noite nosso inesquecível Dr., responsável por muitas admirações que eu e a Rita, recebemos sempre pelas maravilhosas técnicas que já fez em nossos rostos. Fábio Alex, vc. sempre será um ìcone em matéria de beleza.Logo, estaremos na Vísia. Com saudades Maria Rita! Beijos !!!!
Dr. Fabio, parabéns pela matéria esta com excelentes informações e dicas importantes. Sou fã do seu trabalho e sei o quanto o senhor é dedicado e ama o que faz. E o segredo do sucesso é o amor e a dedicação, agora ta explicada o seu sucesso! Que Deus o abençoe cada vez mais e ilumine sempre o seu caminho. Com todo carinho do mundo lhe desejo muita saúde, paz, alegria e sucesso.
Beijos!
Cleo